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O nome oficial é ESCOLA MUNICIPAL 10.19-045 PONTE DOS JESUÍTAS, pois a escola faz parte da 10ª Coordenadoria Regional de Educação e está integrada à 19ª Região Administrativa de Santa Cruz.
Para fins da administração do seu pessoal, a Escola Ponte dos Jesuítas
está vinculada ao Núcleo nº 129485, da Secretaria Municipal de Educação.
A denominação presta homenagem à PONTE DOS JESUÍTAS, um dos monumentos mais importantes da Cidade do Rio de Janeiro e do Brasil, construído em 1752 e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no dia 5 de abril de 1938, na mesma época em que foram inscritos nos Livros de Tombamento, o Marco da Fazenda Real de Santa Cruz, a Igreja de Nossa Senhora do Desterro da Pedra de Guaratiba, a Cidade de Ouro Preto e os remanescentes da Igreja de São Miguel das Missões.
A Companhia de Jesus, ordem dos Padres Jesuítas fundada por Santo Inácio de Loiola (1491-1556) possuía, entre suas fazendas, a de Santa Cruz, que desde o século XVII mantinha extensas criações de gado. Em 1752, para evitar as constantes enchentes em suas terras, os padres jesuítas desviaram os rios e edificaram a ponte-comporta para regularizar as águas. Na ponte, destacam-se os arcos em cantaria onde funcionavam as comportas, pilares encimados por coruchéu e, ao centro, uma cartela de cantaria com uma placa de lioz com a insígnia da Companhia de Jesus, inscrições em latim e a data da construção.
Na década de 1930, por ocasião das obras de saneamento e retificação com mudança do curso do rio Guandu, a ponte-comporta perdeu a sua finalidade primitiva, tornando-se um aprazível local de recreio.
A Escola tem suas origens no início da década de 1930, após os trabalhos de saneamento da Baixada de Sepetiba, empreendidos pelo Departamento Nacional de Obras de Saneamento, o Governo do Presidente Getúlio Vargas promoveu a vinda de imigrantes estrangeiros para a região de Santa Cruz, Itaguaí e Nova Iguaçu, formando-se os Núcleos Agrícolas. A Escola funcionou vinculada ao Ministério da Agricultura até o ano de 1948, ano em que foi cedida ao Departamento de Educação Complementar da Prefeitura do Distrito Federal (PDF).
Os primeiros alunos eram filhos de imigrantes e de lavradores e a Escola Ponte dos Jesuítas mantinha características de estabelecimento de ensino rural.
A partir da sua vinculação à Secretaria Geral de Educação e Cultura do Distrito Federal, a Escola Ponte dos Jesuítas vai ter como primeira diretora, a professora Francisca de Paula Costa Duarte que mais tarde será substituída por Arydaltina Valente Rolim e, em seguida por Darcy Souto Maior Pereira Bastos.
No primeiro ano de funcionamento já vinculada à PDF, a Escola Ponte dos Jesuítas funcionou com um contingente de 172 alunos, conforme matrículas registras no mês de março de 1949. No final do ano o percentual de aproveitamento será de 75,37%.
Naquela época a nossa Escola já possuia um jornalzinho intitulado "O Escolar" e matinha em pleno funcionamento o Centro Cívico Cardeal Arcoverde. Como era de praxe também havia em funcionamento o Clube de Saúde Rocha Faria.
Um dos acontecimentos mais notáveis ligados à história da Escola foi a comemoração do bicentenário da construção da histórica Ponte dos Jesuítas, ocorrido em setembro de 1952.
No ano de 1984, já funcionando sob a denominação de Escola Municipal Ponte dos Jesuítas, participamos do lançamento do livro intitulado "História de Santa Cruz para Crianças", de autoria do ex-aluno Márcio Antônio de Azevedo, publicado com o apoio da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sob os auspícios do Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica.
Em 1985 os alunos e professores tomaram parte das solenidades de inauguração da restauração da Ponte dos Jesuítas.
Atualmente a Escola Municipal Ponte dos Jesuítas funciona em dois turnos e conta com cerca de 600 alunos matriculados nas seguintes séries: C.A. (duas turmas); 1ª e 2ª séries do 1º Segmento do Ensino Fundamental (três turmas cada série); 3ª, 4ª, 5ª. 6ª, 7ª e 8ª séires (com duas turmas cada). A grande maioria dos alunos matriculados é oriúnda do próprio bairro dos Jesuítas.
O prédio da nossa Escola encontra-se instalado na Praça dos Jesuítas, no final da Estrada do Cortume, que é um prolongamento da Avenida Padre Guilherme Decaminada (antiga Estrada do Morro do Ar), que dá acesso à Estação Ferroviária de Santa Cruz.
Bem próximo à Escola localiza-se o rio Guandu-Mirim, a Ponte dos Jesuítas, o Monumento ao Saneador, a Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e dois templos evangélicos.
Há um modesto comércio local, com açougue, mercearia, padaria, bares e bazares que atende aos moradores da região.
A área onde se encontra o prédio da Escola é bem arborizada, proporcionando aos alunos, professores e demais membros da comunidade, um clima bastante agradável, mesmo durante o verão.